Fobia e Clínica Contemporânea

Grupo de estudo | Márcia Infante
Márcia Infante
Márcia Infante - Psicanalista em consultório particular desde 1980. Supervisora e Professora do Instituto Gradiva de Psicanálise. Mestre e Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGTP/RJ). Psicóloga graduada pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).  Em Gradiva: Conversações Clínicas: quartas-feiras, das 18h às 19h30                                        sextas-feiras, das 09h às 10h30 Grupo de Estudos: segundas-feiras, das 18h às 19h30

A clínica psicanalítica tem evidenciado um aumento significativo de casos de fobias, não apenas restritos ao campo infantil, mas, também, de sintomas experimentados por muitos adultos. Para desdobrarmos tal afirmação e recolhermos o que vem provocando mudanças na contemporaneidade, proponho revisitarmos conceitos estruturais da teoria psicanalítica. Dessa feita, neste semestre partiremos do caso freudiano sobre o Pequeno Hans e articularemos leituras lacanianas e de autores contemporâneos – tais como Jacques-Alain Miller, Charles Melman e outros – sobre o tema das fobias. Esse estudo será orientado pelo lugar de protagonismo que o pai ocupa na sintomatologia fóbica de Hans e questionará como ele se posiciona nos sintomas fóbicos contemporâneos. Uma via escolhida para esta discussão percorre conceitos e teorizações sobre as três modalidades de falta de objeto (privação, frustração e castração); o complexo de Édipo; o complexo de castração; a função do pai simbólico e o lugar do falo na tríade mãe-pai-criança. Nesta investigação examinaremos os mecanismos defensivos que o sujeito fóbico utiliza diante da falta primordial, que nos conduzirá à salutar discussão introduzida por autores contemporâneos sobre o estatuto da fobia. A questão que nos mobiliza neste semestre pode ser formulada da seguinte maneira: a fobia seria uma nova estrutura, que tem como defesa o mecanismo da evitação? Ou seria uma placa giratória que se apresenta acoplada às outras estruturas diagnósticas já reconhecidas?

Bibliografias:

Darriba, Vinicius & Elrlich, André. (abr. 2013). “Medô Medo: investigação sobre a fobia em Freud, Lacan e autores contemporâneos a partir de um caso clínico”. Em: Ágora, vol. XVI, p. 59-76.

Freud, Sigmund. (1909). “Análise da fobia de um garoto de 5 anos (caso pequeno Hans)”. Em: Histórias Clínicas.  Cinco casos paradigmáticos da clínica psicanalítica. Belo Horizonte: Autêntica, 2021.

Lacan, Jacques. (1956). “As três formas da falta de objeto”. Em: O seminário, livro 4: a relação de objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1995.

Lacan, Jacques. (1957). “Sobre o complexo de Édipo”. Em: O seminário, livro 4: a relação de objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1995.

Lacan, Jacques. (1957). “Sobre o complexo de castração”. Em: O seminário, livro 4: a relação de objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1995.

Miller, Jacques-Alain. (nov. 2014). “A criança entre a mulher e a mãe”. Em: Opção Lacaniana online, nova série, Ano 5 • Número 15.

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